
Ele pode ir do céu ao inferno em poucos segundos e se tornar o inimigo número um de todos que estão ao seu redor. É julgado até por erros que não comete. Ao mesmo tempo pode ganhar respeito e reconhecimento caso realize um bom trabalho. Essa é a vida de um árbitro de futebol e entre eles está o americanense José Henrique de Carvalho, profissional integrante do quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, considerado um dos melhores do estado de São Paulo. Nesta edição da Conceito José Henrique fala sobre as dificuldades de sua carreira, de conciliar as suas duas atividades- já que é proprietário da Escola Técnica Pitágoras em Americana. Além disso ele aproveita para relembrar como tudo começou, traça planos para o futuro, entre outros assuntos. A entrevista você confere abaixo, na integra.
Revista Conceito:Quando e por que você decidiu ingressar na profissão de árbitro de futebol?
José Henrique: Iniciei na arbitragem em 2000, quando fiz o curso pela Federação Paulista de Futebol. Na época fui convidado por um ex-árbitro para fazer esse curso e, somado ao fato de sempre gostar de futebol, por acompanhar e jogar, acabei aceitando.
Revista Conceito: Quais foram as dificuldades no inicio da sua carreira?
José Henrique: Colocar em prática todo o conhecimento adquirido em sala de aula nos primeiros jogos associado à mudança de comportamento, até porque naquele momento não era mais jogador, torcedor e sim um mediador equilibrado.
Revista Conceito: Você acha que a profissão de árbitro é reconhecida no Brasil? É possível um profissional viver da arbitragem?
José Henrique: Infelizmente nosso trabalho não é valorizado como deveria, e somos na maioria das vezes questionados por pessoas despreparadas que desconhecem regras. Quanto a viver da arbitragem, são poucos que conseguem ter um bom retorno financeiro, pois é minoria que chega a fazer grandes jogos, por isso a necessidade de estar devidamente registrado em outro trabalho.
Revista Conceito: Quais as principais diferenças entre o sistema e o reconhecimento da arbitragem no Brasil e na Europa?
José Henrique: Na Europa a arbitragem é profissionalizada, portanto os benefícios e o respeito são bem maiores. Nós temos uma renda de acordo com as escalas, enquanto que lá, eles têm um salário base e também ganham pela quantidade de jogos que atuam.
Revista Conceito:Como aliar o trabalho que você faz na sua escola com as partidas durante a semana?
José Henrique: Estou sempre fazendo uma programação semanal, baseado nas escalas que possivelmente virão, portanto consigo fazer meus treinamentos e jogos, principalmente quando os jogos acontecem no nosso estado. Tenho dificuldade quando vou trabalhar em outros estados, pois acabo ficando de 2 a 3 dias fora, atrapalhando um pouco na escola.
Revista Conceito:Qual é a sensação de ouvir milhares de pessoas proferindo palavras contra um árbitro em um jugo de futebol? Você já parou para prestar atenção? Isso te incomoda?
José Henrique: O futebol é paixão e entendo essa manifestação. Quando proferem algumas palavras, essas estão direcionadas para a figura do árbitro e não para a pessoa.
Revista Conceito: Houve uma melhora na arbitragem com a incorporação de novas tecnologias dentro de campo? Quais são elas?
José Henrique:Houve sim, já faz alguns anos que utilizamos a bandeira eletrônica e recentemente o rádio comunicador. No geral, eles auxiliam bem o trabalho entre assistentes, quarto árbitro e árbitro central, mas entendo que vieram como uma ferramenta importante, mas não podemos esquecer que a comunicação visual ainda é a mais efetiva.
Revista Conceito: O que é pior? Cometer um erro durante um jogo ou ter o seu trabalho questionado por pessoas que muitas vezes nunca tiveram acesso as regras de arbitragem?
José Henrique: Existem três situações na arbitragem, o acerto, o erro e a interpretação. Ficamos felizes com os acertos, aprendemos com os erros e o maior problema é a subjetividade da regra que muitas vezes é questionada por profissionais que nunca tiveram a preocupação de entende-la e acabam formando uma opinião equivocada.
Revista Conceito: Ainda hoje existem diretores ou representantes de clubes q eu procuram os árbitros para oferecer alguma espécie de suborno?
José Henrique: Que eu saiba não. Eu nunca fui procurado para isso, até porque não dou liberdade. Se um dia alguém me falar ou pedir algo desse tipo, com certeza informarei as autoridades competentes.
Revista Conceito: Quem é o árbitro mais criterioso e questionador: Mano Menezes, Luxemburgo ou Muricy?
José Henrique: São bons técnicos e nós árbitros temos que entendê-los também, pois são constantemente pressionados por resultados. O que não aceitamos é ter o nosso bom trabalho questionado, com o objetivo de transferir a responsabilidade de uma derrota, de um esquema tático mau feito para a arbitragem.
Revista Conceito:O que ocorreu de fato na discussão com o Mano Menezes, no clássico?
José Henrique: Não discuti com ele, apenas pedi calma. Num jogo tão nervoso como estava, um técnico preparado deve ter mais equilíbrio na sua função e evitar falar de situações técnicas que desconhecem.
Revista Conceito:Neste ano houve um Congresso de arbitragem e diversos profissionais do futebol compareceram como técnicos e comentarias. Depois disso houve uma melhora no relacionamento desses profissionais com os árbitros e auxiliares?
José Henrique: Tudo que procurar aproximar arbitragem, jogador, técnico e imprensa, facilitará o trabalho de todos. Quanto a melhorar, acredito que não, pois nem sempre essas pessoas que criam problemas participam desses eventos.
Revista Conceito:Qual jogador você aponta como exemplo de disciplina dentro de campo?
José Henrique: Existem muitos jogadores. Vou falar um de cada time grande de São Paulo. Gosto do Elias (Corinthians), Hernanes (São Paulo), Marcos (Palmeiras), Rodrigo Souto (Santos). São educados e se preocupam apenas em jogar futebol.
Revista Conceito:O que falta para que a arbitragem brasileira tenha mais reconhecimento hoje?
José Henrique: Primeiro a profissionalização e conquistar o direto de Imagem. Para isso, temos que nos unir mais e cobrar de nosso Sindicato e Cooperativa.
Revista Conceito:Quais as diferenças entre ser ou não um árbitro FIFA?
José Henrique: O status e o respeito. Mesmo sendo aspirante à Fifa já sinto essa diferença.
Revista Conceito:Aponte um ou mais jogos inesquecíveis para você.
José Henrique: Até agora: Palmeiras X Corinthians (Paulista 2007)
Santos X São Caetano (Final 2007)
Botafogo X Flamengo (Brasileiro 2007)
Atlético X Coritiba (Brasileiro 2008)
São Paulo X Corinthians (Paulista 2009)
Revista Conceito:Quem consegue conduzir melhor uma partida? Um árbitro rigoroso ou alguém com personalidade mais calma?
José Henrique: Existem partidas de todo tipo, mas ainda acho que o equilíbrio é a melhor forma de conduzir uma partida. Ás vezes vejo comentaristas dizendo que o árbitro deve aplicar mais cartão, ser mais enérgico, como se você fácil apitar um jogo de futebol. Uma vez um amigo me disse que foi convidado para apitar um treino de garotos de 15 anos e ficou apenas 20 minutos no campo. Dias depois me falou o seguinte: “ Henrique, fico imaginado você num jogo profissional, eu não consegui ficar nem 20 minutos”.
Nosso trabalho é um dos mais difíceis que tem, pois temos que estar bem fisicamente, mentalmente e ainda decidir rápido e sem erros.
Revista Conceito:Qual é o seu maior sonho como árbitro?
José Henrique: Chegar ao quadro da FIFA. Não deixo de dormir por causa disso, até porque entendo que já poderia ter chegado. Vou continuar trabalhando bastante e deixar na mão de Deus.
Revista Conceito: Qual a rotina de treinamento de um árbitro e como é realizada a pré-temporada?
José Henrique: Fazemos muito trabalho físico, técnico e mental na pré-temporada,o onde permanecemos por quase uma semana antes do início do Paulistão. Nos treinamentos diários, faço musculação, natação e algumas corridas específicas, sempre intercalando para não sobrecarregar a musculatura.
Revista Conceito: Você é a favor das novas regras da arbitragem que estão sendo estudadas pela FIFA?
José Henrique: Sou a favor. Toda mudança passa por um processo de análise e sempre é testado em partidas não profissionais. Vou dar um exemplo, lembrando do recuo para o goleiro, que era válido e utilizado por muitos atletas da época para ganhar tempo. Veio a mudança tornando a partida com mais tempo de bola rolando e menos possibilidade dos atletas realizarem o anti-jogo. O que é estudado por ela é para o bem do futebol e não apenas para arbitragem
Revista Conceito:O trio fixo do campeonato paulista ajuda ou atrapalha? Por que?
José Henrique: Em 2006, já havia tido essa experiência do trio fixo e foi um ano excelente, tanto que nele, ganhei título de melhor árbitro de São Paulo. Espero, nesse ano, que seja algo positivo para toda a arbitragem paulista. Entendo que, com os jogos e o aparecimentos das dificuldades, o trio vai se conhecendo melhor, melhorando jogo a jogo, minimizando cada vez mais os erros, e assim chegar próximo da excelência.
Revista Conceito:Quando e por que você decidiu ingressar na profissão de árbitro de futebol?
José Henrique: Iniciei na arbitragem em 2000, quando fiz o curso pela Federação Paulista de Futebol. Na época fui convidado por um ex-árbitro para fazer esse curso e, somado ao fato de sempre gostar de futebol, por acompanhar e jogar, acabei aceitando.
Revista Conceito: Quais foram as dificuldades no inicio da sua carreira?
José Henrique: Colocar em prática todo o conhecimento adquirido em sala de aula nos primeiros jogos associado à mudança de comportamento, até porque naquele momento não era mais jogador, torcedor e sim um mediador equilibrado.
Revista Conceito: Você acha que a profissão de árbitro é reconhecida no Brasil? É possível um profissional viver da arbitragem?
José Henrique: Infelizmente nosso trabalho não é valorizado como deveria, e somos na maioria das vezes questionados por pessoas despreparadas que desconhecem regras. Quanto a viver da arbitragem, são poucos que conseguem ter um bom retorno financeiro, pois é minoria que chega a fazer grandes jogos, por isso a necessidade de estar devidamente registrado em outro trabalho.
Revista Conceito: Quais as principais diferenças entre o sistema e o reconhecimento da arbitragem no Brasil e na Europa?
José Henrique: Na Europa a arbitragem é profissionalizada, portanto os benefícios e o respeito são bem maiores. Nós temos uma renda de acordo com as escalas, enquanto que lá, eles têm um salário base e também ganham pela quantidade de jogos que atuam.
Revista Conceito:Como aliar o trabalho que você faz na sua escola com as partidas durante a semana?
José Henrique: Estou sempre fazendo uma programação semanal, baseado nas escalas que possivelmente virão, portanto consigo fazer meus treinamentos e jogos, principalmente quando os jogos acontecem no nosso estado. Tenho dificuldade quando vou trabalhar em outros estados, pois acabo ficando de 2 a 3 dias fora, atrapalhando um pouco na escola.
Revista Conceito:Qual é a sensação de ouvir milhares de pessoas proferindo palavras contra um árbitro em um jugo de futebol? Você já parou para prestar atenção? Isso te incomoda?
José Henrique: O futebol é paixão e entendo essa manifestação. Quando proferem algumas palavras, essas estão direcionadas para a figura do árbitro e não para a pessoa.
Revista Conceito: Houve uma melhora na arbitragem com a incorporação de novas tecnologias dentro de campo? Quais são elas?
José Henrique:Houve sim, já faz alguns anos que utilizamos a bandeira eletrônica e recentemente o rádio comunicador. No geral, eles auxiliam bem o trabalho entre assistentes, quarto árbitro e árbitro central, mas entendo que vieram como uma ferramenta importante, mas não podemos esquecer que a comunicação visual ainda é a mais efetiva.
Revista Conceito: O que é pior? Cometer um erro durante um jogo ou ter o seu trabalho questionado por pessoas que muitas vezes nunca tiveram acesso as regras de arbitragem?
José Henrique: Existem três situações na arbitragem, o acerto, o erro e a interpretação. Ficamos felizes com os acertos, aprendemos com os erros e o maior problema é a subjetividade da regra que muitas vezes é questionada por profissionais que nunca tiveram a preocupação de entende-la e acabam formando uma opinião equivocada.
Revista Conceito: Ainda hoje existem diretores ou representantes de clubes q eu procuram os árbitros para oferecer alguma espécie de suborno?
José Henrique: Que eu saiba não. Eu nunca fui procurado para isso, até porque não dou liberdade. Se um dia alguém me falar ou pedir algo desse tipo, com certeza informarei as autoridades competentes.
Revista Conceito: Quem é o árbitro mais criterioso e questionador: Mano Menezes, Luxemburgo ou Muricy?
José Henrique: São bons técnicos e nós árbitros temos que entendê-los também, pois são constantemente pressionados por resultados. O que não aceitamos é ter o nosso bom trabalho questionado, com o objetivo de transferir a responsabilidade de uma derrota, de um esquema tático mau feito para a arbitragem.
Revista Conceito:O que ocorreu de fato na discussão com o Mano Menezes, no clássico?
José Henrique: Não discuti com ele, apenas pedi calma. Num jogo tão nervoso como estava, um técnico preparado deve ter mais equilíbrio na sua função e evitar falar de situações técnicas que desconhecem.
Revista Conceito:Neste ano houve um Congresso de arbitragem e diversos profissionais do futebol compareceram como técnicos e comentarias. Depois disso houve uma melhora no relacionamento desses profissionais com os árbitros e auxiliares?
José Henrique: Tudo que procurar aproximar arbitragem, jogador, técnico e imprensa, facilitará o trabalho de todos. Quanto a melhorar, acredito que não, pois nem sempre essas pessoas que criam problemas participam desses eventos.
Revista Conceito:Qual jogador você aponta como exemplo de disciplina dentro de campo?
José Henrique: Existem muitos jogadores. Vou falar um de cada time grande de São Paulo. Gosto do Elias (Corinthians), Hernanes (São Paulo), Marcos (Palmeiras), Rodrigo Souto (Santos). São educados e se preocupam apenas em jogar futebol.
Revista Conceito:O que falta para que a arbitragem brasileira tenha mais reconhecimento hoje?
José Henrique: Primeiro a profissionalização e conquistar o direto de Imagem. Para isso, temos que nos unir mais e cobrar de nosso Sindicato e Cooperativa.
Revista Conceito:Quais as diferenças entre ser ou não um árbitro FIFA?
José Henrique: O status e o respeito. Mesmo sendo aspirante à Fifa já sinto essa diferença.
Revista Conceito:Aponte um ou mais jogos inesquecíveis para você.
José Henrique: Até agora: Palmeiras X Corinthians (Paulista 2007)
Santos X São Caetano (Final 2007)
Botafogo X Flamengo (Brasileiro 2007)
Atlético X Coritiba (Brasileiro 2008)
São Paulo X Corinthians (Paulista 2009)
Revista Conceito:Quem consegue conduzir melhor uma partida? Um árbitro rigoroso ou alguém com personalidade mais calma?
José Henrique: Existem partidas de todo tipo, mas ainda acho que o equilíbrio é a melhor forma de conduzir uma partida. Ás vezes vejo comentaristas dizendo que o árbitro deve aplicar mais cartão, ser mais enérgico, como se você fácil apitar um jogo de futebol. Uma vez um amigo me disse que foi convidado para apitar um treino de garotos de 15 anos e ficou apenas 20 minutos no campo. Dias depois me falou o seguinte: “ Henrique, fico imaginado você num jogo profissional, eu não consegui ficar nem 20 minutos”.
Nosso trabalho é um dos mais difíceis que tem, pois temos que estar bem fisicamente, mentalmente e ainda decidir rápido e sem erros.
Revista Conceito:Qual é o seu maior sonho como árbitro?
José Henrique: Chegar ao quadro da FIFA. Não deixo de dormir por causa disso, até porque entendo que já poderia ter chegado. Vou continuar trabalhando bastante e deixar na mão de Deus.
Revista Conceito: Qual a rotina de treinamento de um árbitro e como é realizada a pré-temporada?
José Henrique: Fazemos muito trabalho físico, técnico e mental na pré-temporada,o onde permanecemos por quase uma semana antes do início do Paulistão. Nos treinamentos diários, faço musculação, natação e algumas corridas específicas, sempre intercalando para não sobrecarregar a musculatura.
Revista Conceito: Você é a favor das novas regras da arbitragem que estão sendo estudadas pela FIFA?
José Henrique: Sou a favor. Toda mudança passa por um processo de análise e sempre é testado em partidas não profissionais. Vou dar um exemplo, lembrando do recuo para o goleiro, que era válido e utilizado por muitos atletas da época para ganhar tempo. Veio a mudança tornando a partida com mais tempo de bola rolando e menos possibilidade dos atletas realizarem o anti-jogo. O que é estudado por ela é para o bem do futebol e não apenas para arbitragem
Revista Conceito:O trio fixo do campeonato paulista ajuda ou atrapalha? Por que?
José Henrique: Em 2006, já havia tido essa experiência do trio fixo e foi um ano excelente, tanto que nele, ganhei título de melhor árbitro de São Paulo. Espero, nesse ano, que seja algo positivo para toda a arbitragem paulista. Entendo que, com os jogos e o aparecimentos das dificuldades, o trio vai se conhecendo melhor, melhorando jogo a jogo, minimizando cada vez mais os erros, e assim chegar próximo da excelência.
Revista Conceito: Como você vê o esporte de Americana?
José Henrique: Quando falamos em esporte de competição, nossa cidade sempre foi muito respeitada, devido aos resultados em jogos regionais e abertos. Eu viajo muito e ouço muita coisa positiva de Americana. Quanto ao lazer, entendo que não só aqui mas todas as cidades passam por um reestruturação para atender a população que procura cada vez mais qualidade de vida e bem estar. Temos um Centro Cívico, Jardim Botânico, Parque Ecológico e uma avenida maravilhosa (Av Brasil) que podem ser e são utilizados pela população, mas ainda falta uma política de incentivo as escolinhas de futebol nos bairros. Vejo muita gente reclamando que seus filhos não tem um lugar no bairro para praticar esporte, independente da modalidade. Precisamos parar com a política de ajudar apenas as pessoas que nos dão apoio durante campanha política e pensar um pouco mais na cidade. Já vivemos um grande problema nas prefeituras que são os famosos cargos de confiança que só fazem as cidades andarem para trás. Sou a favor de concurso público para selecionar e qualificar os departamentos e, somente para algumas funções, uma indicação, mas de pessoas que realmente conheçam daquilo que vão desempenhar.
Revista Conceito:E o futebol amador da nossa cidade, como você analisa?
José Henrique: No ano passado fui assistir uma partida e acabei vendo muitos atletas indisciplinado, torcedores com rojão na mão, discussões e outras coisas mais. Eu sei que a nossa Liga faz o possível para organizar esses campeonatos e vejo com bons olhos o seu trabalho, mas acredito que só teremos bons resultados quando aproximarmos mais a Liga, arbitragem, Secretaria de Esporte e Imprensa. Precisamos pegar "pesado" na disciplina e com a atitude de torcedores que vão apenas para pressionar e bagunçar, punindo também os clubes. É necessário urgentemente qualificar a arbitragem com palestras e cursos. Nossa cidade merece um campeonato amador com o retorno das famílias nos campos.
Quanto ao campeonato dos jovens, apesar de termos dificuldades com relação a quantidade de campos e equipes por categoria, seria importante um investimento nessas escolinhas, com apoio de profissionais de educação física, palestras. Deve-se extender o tempo desses torneios para que nossos jovens se ocupem nos por mais tempo nos finais de semana.
Revista Conceito:Gostaríamos que você deixasse uma mensagem aos jovens que gostam de esporte e pretendem seguir uma carreira como jogador ou árbitro.
José Henrique: Pratiquem muito esporte, independente da modalidade. Essa é a melhor forma de fazer amigos, disciplinar e manter o corpo ativo e saudável; jamais julgue alguém sem conhecê-la e sempre respeite seus pais, valorize a sua família e tenha Deus sempre próximo de você através da religião.

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