São 539,1 mil não preenchidas, segundo censo educacional de 2007
Fonte: EPTV.com
Dados do censo educacional de 2007 apontam que das 972.880 vagas oferecidas em universidades particulares, apenas 433.692 foram preenchidas, deixando 539.188 ociosas. O número de cadeiras vagas representa 55,4% do total.Muitos são os motivos da ociosidade. Para a estudante Marciana Martins, de Ribeirão Preto, o preço das mensalidades aliado a outros gastos inviabilizou os estudos. “Para mim é inviável”, diz ela, que abandonou o curso superior para poder pagar aluguel e outros vencimentos.
Para o professor de Políticas Educacionais da Universidade de Brasília, Erasto Fortes, o grande número de cursos e a competição das faculdades promovem ainda a queda na qualidade do ensino.“O custo do ensino superior acaba rebaixando a qualidade do ensino. Pouco acervo bibliográfico, quase nenhum laboratório e não investimento na formação de professores”, disse ele.Para o reitor de centro universitário, Glauco Cortez, as faculdades que querem investir em bom ensino ficam prejudicadas por outras mais novas. Elas conseguem lançar cursos mais baratos, mas com qualidade duvidosa.
O presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares, Abib Salim Cury, admite que os cursos lançam muitas vagas para atrair alunos. “Acredito até que se tivessem todos os alunos dentro das escolas, não teria espaço”, afirmou. Ele ainda critica os programas educacionais do governo federal, como o Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (Prouni). “As faculdades fecham matrículas em novembro, mas só depois os alunos vão se matricular nestes programas”, declarou. O Ministério da Educação afirma que estes programas não estão relacionados com datas de vestibulares.E sobre a qualidade do ensino, o MEC faz fiscalização.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário